Arménio


Segundo linguistas arménios, o arménio moderno possui por volta de 300 mil palavras. Fruto de convívio, ao longo da sua história, com várias nacionalidades da região, o vocabulário moderno do arménio contém um número significativo de empréstimos linguísticos de línguas com as quais esteve em contacto. O linguista Hratchya Atcharyan destaca 1411 empréstimos da persa, 918 do latim e do grego antigo, 205 do georgiano, 214 do assírio, 702 do árabe, 170 do turco, entre outros. Uma grande parte destes empréstimos saiu do uso quotidiano no arménio moderno. Às palavras arcaicas vieram substituir outras palavras criadas na base de radicais arménias existentes ou ainda os estrangeirismos ou neologismos.

Horários 1º Semestre 2021/22

P = Presencial | SP = Semi-Presencial | EaD = Ensino a Distância

A1.1 – 3ª e 5ª das 18h às 20h | Profª. Lia Khachikyan

A2.1 – 3ª e 5ª das 20h às 22h | Profª. Lia Khachikyan

Nota Cursos Semi-Presenciais: O dia sublinhado será o dia de aulas presenciais na FCSH. 

Cursos de 4h (1 vez por semana) terão aulas presenciais semana sim, semana não. 

 

IMPORTANTE: Caso as faculdades voltem a encerrar todas as turmas passarão para EaD durante esse período.

  • Nível A1.1
  • Nível A1.2
  • Nível A2.1
  • Nível A2.2
  • Nível B1.1
  • Nível B1.2
  • Nível B2.1
  • Nível B2.2
  • Nível B2.3
  • Nível C1.1
  • Nível C1.2
  • Nível C2.1

Língua Arménia 

O arménio é um ramo independente na família das línguas indo-europeias.

Fig. 1. O arménio na família das língua indo-europeias 

Conta com cerca de três a cinco mil anos de história. Antes da criação do alfabeto, nos anos 405-406, já se falava arménio no território historicamente conhecido como Planalto Arménio. Esse período é conhecido como arménio pré-escrito. A partir do século V, iniciou-se a era do arménio pós-escrito que se divide em três fases: Arménio antigo ou Grabar (do séc. V ao séc. XI); Arménio intermédio ou arménio de Cilícia (desde o séc. XII até ao séc. XVI) e Arménio moderno ou Ashkharabar (séc. XVII até atualidade).

Devido ao colapso do Reino Arménio e a separação dele entre os Impérios Bizantino e Persa, a partir do século V até o início do século XX o arménio foi a língua falada nos territórios arménios sob o governo destes. Este separação geográfico-política e as suas circunstâncias político-económicas diferenciadas do desenvolvimento linguístico originou, no século XVIII, a bifurcação da língua em Arménio Ocidental e Arménio Oriental.

Em 1918, após a declaração da primeira República o arménio oriental foi considerado a língua oficial da Arménia, mantendo o seu estatuto na República Soviética da Arménia e da 3.ª República da Arménia, formada a 21 de setembro de 1991, após o colapso da União Soviética.

Atualmente o arménio oriental é a língua oficial e nacional da República da Arménia e da República do Nagorno Karabakh, possuindo cerca de 3,6 milhões de falantes. É a língua falada também na diáspora arménia na Rússia, Geórgia e Irão, com cerca de 1.5 milhões de falantes.

Já o arménio ocidental é a língua da diáspora arménia nos EUA, no Canadá, na Europa, no Médio Oriente, na América do Sul, entre outros. Apesar de possuir um número maior de falantes (cerca de 6 milhões de falantes), não tem estatuto oficial. O campo de uso do arménio ocidental limita-se à literatura, publicações, colóquios e estudos das comunidades arménias em vários países do mundo. Está incluída no «Livro vermelho das línguas europeias» como uma língua em vias de desaparecimento.

Fig.2. A arménio no mundo

Segundo linguistas arménios, o arménio moderno possui por volta de 300 mil palavras. Fruto de convívio, ao longo da sua história, com várias nacionalidades da região, o vocabulário moderno do arménio contém um número significativo de empréstimos linguísticos de línguas com as quais esteve em contacto. O linguista Hratchya Atcharyan destaca 1411 empréstimos da persa, 918 do latim e do grego antigo, 205 do georgiano, 214 do assírio, 702 do árabe, 170 do turco, entre outros. Uma grande parte destes empréstimos saiu do uso quotidiano no arménio moderno. Às palavras arcaicas vieram substituir outras palavras criadas na base de radicais arménias existentes ou ainda os estrangeirismos ou neologismos.

 

Alfabeto arménio

Fig. 1. Mesrop Mastots

 

 

 

 

 

 

 

 

Fig. 2. Alfabeto arménio: designação, pronúncia, transliteração e valor numérico de letras

Matenadaran

Fig. 1. Matenadaran  –  museu dos manuscritos na Arménia

Na capital da Arménia, Erevan, existe um museu dos manuscritos antigos arménios, chamado Matenadaran que literalmente significa biblioteca de manuscritos (do arménio clássico). Matenadaran conta com cerca de 17 mil manuscritos completos, mais que 6 mil fragmentos e com cerca de 300 mil documentos arquivados.

Foi fundado em 1921 como o primeiro instituto de investigação na Arménia em Etjmiatsin, a 30km da capital. Em 1939 o instituto foi mudado para Erevan, estabelecendo-se no edifício atual em 1959 e recebendo o nome de Mesrop Mastots – o criador do alfabeto arménio –  três anos mais tarde.

Atualmente fazem parte do Matenadaran o museu dos manuscritos arménios, com várias exposições, bibliotecas, centos de investigação e vários departamentos científicos.

A peça mais antiga, um fragmento do manuscrito, data-se ao século V ou VI. Já o manuscrito mais antigo completo é do ano 887.

Fig.2. Fragmento de manuscrito, séc. V-VI 

O maior manuscrito pesa 27,5 kg (70,5 × 55 cm) e o mais pequeno apenas 19 g (4 × 3 cm).

Fig. 3 . Os manuscritos maior (Coletânea de Mush, 1200-1202) e mais pequeno (calendário eclesiástico, séc. XV) de Matenadaran

Página em actualização.

Brevemente mais informações.

Drª. Lia Khachikyan

É natural da Arménia. Licenciada em Arquitetura pela Universidade Estatal de Arquitetura e de Construção de Erevan (2008).

Desde 2014 vive e exerce em Portugal.

Após ter aprendido língua portuguesa, decidiu aprofundar os seus conhecimentos na área de linguística, pela qual se interessou desde criança. Os seus estudos levaram-na até ao Doutoramento em Português Língua Estrangeira / Língua Segunda na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no âmbito do qual está atualmente a conduzir a investigação ”Análise de produções linguísticas de arménios falantes adultos de PL2: Seleção e colocação dos pronomes clíticos em português”.

Está a lecionar língua e cultura arménias também na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Executa traduções literárias do arménio para o português e vice-versa.

QUADROS COMPARATIVOS DOS DIFERENTES EXAMES E NÍVEIS DO CEFR

 

  • Arménio A1.1
  • Arménio A1.2
  • Arménio A2.1
  • Arménio A2.2
  • Arménio B1.1
  • Arménio B1.2
  • Arménio B2.1
  • Arménio B2.2
  • Arménio C1.1
  • Arménio C1.2
  • Arménio C2.1