Sânscrito


O sânscrito ou língua sânscrita (??????? [s??sk??t??m]; transcrito sa?sk?tam em IAST) é uma língua ancestral do Nepal e da Índia. O sânscrito é uma das mais antigas línguas indo-europeias, o que significa que é membro de uma família linguística da qual fazem parte línguas como o Latim, o grego e o persa antigo. Tal como o latim, o sânscrito distingue-se por certas peculiaridades, como, por exemplo, o de ser uma língua flexional. Possui um grande número de tempos e modos verbais, alguns sem correspondência em Português, consoantes retroflexas que não existem nas outras línguas indo-europeias, e compostos sintácticos (designados de sam?sa), frequentes no sânscrito clássico, mas muito raros na língua védica, ou seja, na língua em que foram compostos os vedas, textos sagrados antiquíssimos. Existem diferenças consideráveis entre o védico e o sânscrito clássico, tal como este último ficou estabelecido por P??ini, o mais célebre gramático indiano, na sua obra A??adhy?y? (“Oito Livros”). É o sânscrito clássico, das grandes epopeias clássicas (oMah?bh?rata e o R?m?yana) e dos sistemas filosóficos indianos, a língua que será leccionada no curso.

Horário 1º Semestre 2017/18

  • Nível a definir | ter e qui | 18h-20h | Prof. Nuno Mourato

Datas para teste de nível: 

 

NOTA: O teste de nível tem um custo de 15€ e deverá ser marcado com antecedência através de email ou contacto telefónico. Este teste não confere a atribuição de um certificado de competência linguística, pois trata-se somente de um teste de aferição. O teste demora cerca de 1 hora, incluindo parte escrita e oral.

 

 

 

 

 

Prof. Nuno Mourato

Nasceu na cidade de Évora em 1978 e fez os estudos secundários na Escola Públia Hortênsia de Castro de Vila Viçosa. Estudou mais tarde Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na variante de Estudos Portugueses e Ingleses. Possui dois mestrados em Estudos Literários Ingleses (Universidade de Durham e King’s College London). Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu, em 2010, o doutoramento na School of Oriental and African Studies (Universidade de Londres) com uma tese sobre a vida e a obra do tradutor catalão Juan Mascaró no contexto dos estudos indológicos europeus. Fez investigação sobre a planta da canela e orientou a criação de um museu dedicado a essa especiaria no Sri Lanka. Foi também director da Biblioteca do Paço Ducal em Vila Viçosa durante cerca de dois anos. Em 2014, realizou a sua primeira viagem à Índia, onde teve a oportunidade de contactar com a cultura e as tradições religiosas locais. Leccionou um seminário sobre os intercâmbios culturais entre a Índia e Ocidente no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também organizou e leccionou um curso livre de Sânscrito nCentro de Estudos Indianos. Prepara neste momento uma tradução de uma história inserida na grande epopeia indiana Mah?bh?rata, que será publicada no próximo ano.