Escrita russa
O alfabeto russo baseia-se na escrita eslava, criada na base da escrita grega dos finais do séc. IX. Quando os irmãos Constantino (mais tarde Cirilo) e Metódio divulgavam o Cristianismo no território do Principado da Grã Morávia, eles recorreram àquela forma da língua eslava que era de uso corrente na sua pátria, em Salónica. Os investigadores denominam agora esta forma como eslavo eclesiástico ou búlgaro antigo. Para a escrita eslava foram criadas na altura duas variantes de escrita – glagolitsa e cirílico (última recebeu o seu nome em honra de Cirilo). A glagolitsa foi utilizada até ao séc. XIII, desaparecendo depois, e os textos impressos apareceram no séc. XVI apenas em cirílico.
O alfabeto russo foi submetido a uma reforma no período do reinado de Pedro, o Grande, na sequência da qual foi simplificado e aproximado ao latim. Ainda mais simplificada foi a ortografia russa em 1917.
Actualmente, o cirílico é a escrita dos russos, ucranianos, bielorrussos, búlgaros, sérvios, macedónios. Vários povos do Cáucaso e da Ásia Central adoptaram o cirílico como forma de escrita: kazakhes, quirguizes, mongóis, tajikhes.
A escrita de uma destas línguas é, em geral, simples e difere apenas por alguns caracteres. Ao contrário do latim, não tem sinais diacríticos. Devido à sua divulgação, a escrita russa classifica-se dentro do quadro de língua multifuncional, executando uma função forte de escrita tradutora.
Alfabeto russo
Na sua versão moderna, o alfabeto russo é composto por 33 letras.
Abaixo, as letras do alfabeto cirílico e a tradução nas letras romanas: