Japonês


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A língua japonesa é o idioma falado no Japão e em outros lugares do mundo onde se encontram comunidades de imigrantes e descendentes de japoneses, ou nikkei. A maior dessas comunidades fora do Japão encontra-se no Brasil, seguida pelas do Peru e dos Estados Unidos.

O Japonês é uma língua aglutinante e caracteriza-se por um sistema complexo de construções honoríficas, que refletem a natureza hierárquica da sociedade japonesa, com formas verbais e vocabulários particulares que variam de acordo com o status relativo entre interlocutores. O repertório de fonemas da língua japonesa é relativamente pequeno, e tem diferenciação léxica baseada em um sistema de pitch accent. O nome japonês para a língua é nihongo ???. A língua japonesa sofreu influência maciça da língua chinesa por um período de no mínimo 1.500 anos. Muito do vocabulário foi importado da língua chinesa ou criado com base em modelos chineses.O Japão (em japonês, ?? Nippon ou Nihon, literalmente “origem do sol” ou “terra do sol nascente”), é um país do Extremo Oriente, formado por um arquipélago, situando-se ao largo da costa leste da Ásia, inteiramente dentro da zona temperada. Compreende as quatro grandes ilhas de HonshuShikokuKyushuHokkaido, além de mais de três mil ilhas menores nas adjacências, localizadas entre o Mar de Okhotsk a norte, o Oceano Pacífico a leste e a sul e o Mar da China Oriental e o Mar do Japão a oeste. Através do Mar do Japão e do Mar de Okhotsk, contacta com a Rússia, o Estreito da Coreia, a sudoeste, fornece ligação à Coreia do Sul, e na extremidade sul das ilhas Ryukyu (Okinawa) aproxima-se de Taiwan. A capital é Tóquio, a maior concentração urbana do mundo.

Horário 2º Semestre 2016/17

  • A1.1 | turma A | seg e qua | 18h-20h | Prof. Hiroko Gamito
  • A1.1 | turma B | sáb | 14h-18h | Prof. Hisako Simoni
  • A1.1 | turma C | qua e sex | 14h-16h | Prof. Shinji Iwaoka
  • A1.2 | turma A | ter e qui | 14h-16h | Prof. Shinji Iwaoka
  • A1.2 | turma B | ter e qui | 18h-20h | Prof. Hisako Simoni
  • A1.2 | turma C | seg e qua | 16h-18h | Prof. Hiroko Gamito
  • A1.2 | turma D | sáb | 14h-18h | Prof. Hiroko Gamito
  • A2.2 | turma A | sáb | 9h-13h | Prof. Hiroko Gamito
  • A2.2 | turma B | qua e sex | 10h-12h | Prof. Shinji Iwaoka
  • B1.1 | ter e qui | 10h-12h | Prof. Shinji Iwaoka

 

Nota – Desde que exista um nº mínimo de 5 alunos, o ILNOVA pode abrir uma turma em qualquer nível ou curso técnico.

Datas para teste de nível: 

8 Fevereiro 2017 – das 16h às 18h
9 Fevereiro 2017 – das 12h às 14h

 

NOTA: O teste de nível tem um custo de 15€ e deverá ser marcado com antecedência através de email ou contacto telefónico. Este teste não confere a atribuição de um certificado de competência linguística, pois trata-se somente de um teste de aferição. O teste demora cerca de 1 hora, incluindo parte escrita e oral.

SIGLA Nível Competências do quadro comum de referência (Conselho da Europa)
A1.1 Iniciação Capacidade de realizar uma comunicação básica e troca de informação simples.
A1.2 Iniciação
A2.1 Elementar Capacidade para lidar com vocabulário simples e habilidade para se expressar em contextos familiares
A2.2 Elementar Forte
B1.1 Limiar Capacidade de se exprimir embora com certas limitações, em situações familiares e saber lidar de uma forma geral com informação rotineira.
B1.2 Limiar Forte
B2.1 Vantagem Capacidade para alcançar a maioria dos objectivos. Ser capaz de se exprimir utilizando uma série razoável de tópicos.
B2.2 Vantagem Forte
  • Desde que exista um nº mínimo de alunos, o ILNOVA pode abrir uma turma em qualquer destes níveis.

Oferecemos 4 níveis de aprendizagem durante este ano lectivo, em ambos os semestres, com a possibilidade de progressão futura, e sempre em horário pós-laboral. Resumo do programa das disciplinas dos níveis a abrir no 1º semestre:  Plano de Aulas de Japonês (actualizado em Janeiro de 2010)

Infelizmente, hoje em dia, não há a íntima relação entre os dois países, mas na época dos Decobrimentos, ou seja nos séculos XVI e XVII, houve o grande Encontro entre Portugal e o Japão. Isto não é conhecido muito aqui, em Portugal.

Em primeiro, vou apresentar-lhes os factos muito importantes em relação a Portugal, na crónica da história japonesa, são as seguintes: a chegada dos Portugueses ao Japão: 1543 (ou a chegada da espingarda). A chegada do cristanismo ao Japão: 1549 (nomeadamente S. Francisco Xavier da Companhia de Jesus); a ‘Missão Tensho de cristãos à Europa’: 1582-90 (composto por 4 jovens japoneses com o motivo religioso para a visita do encontro com a Papa de Roma através Portugal e Espanha). Esses factos são importantes e notáveis na Idade Média da nossa História. Para certificar-lhes isso, vou mostrar-lhe os textos da história do Japão usados nas segunda escola, colégio e preparatória.Porque é que Portugal exerceu uma grande influência na história japonesa? Os textos explicaram assim:

“Foi em 1543 que os Portugueses chegaram ao Japão, trazendo a espingarda e pólvora. Essa arma de fogo que foi introduzida logo a guerra civil da Idade Média, concluiu-a e facilitou a unificação do Japão. A seguir, em 1549, Francisco Xavier (jesuíta basco, mas achavam-se ser português) começou a difusão do Cristianismo no país.  ………..”

Assim, creio que vocês percebem profundamente a importância do encontro dos dois países.Por outro lado, quereria explicar-lhes a nossa história, do ponto de vista da importação cultural para o Japão.

O Japão teve quatro grandes períodos de importação cultural na sua história: nos séculos V e VI: a cultura chinesa e o budismo; nos séculos XVI e XVII:  a cultura europeia através de Portugal e depois da Holanda; nos séculos XIX a grande corrente cultural ocidental depois da abertura forçada do Japão pelos Estados Unidos; depois da II Guerra Mundial: a grande corrente da cultura dos E.U.A. No segundo período, Portugal desempenhou o importante papel de representante do mundo ocidental e indutor da cultura do Ocidente. O Japão absorveu esse influxo da cultura ocidental e amadureceu-o durante o período de isolamento dos dois séculos seguintes. A revolução cultural do Japão começou há três séculos, quando aconteceu o primeiro impacto da ocidentalização que foi causado pela obra dos Portugueses.

Esta é a única explicação para que o Japão se ocidentalize com rapidez no século XIX e se torne um dos países mais progressivos no século XX. Com excepção dos países de língua oficial portuguesa, não há nenhum país como o Japão, sobre o qual Portugal tenha exercido tanta influência. A influência portuguesa no Japão foi profunda e extensa, apesar de se limitar ao que podia ser levado num barco por um ano. O impacto português sobre a civilização japonesa estendeu-se a todos os sectores da sociedade, desde o quotidiano, tais como a alimentação e o vestuário, até à cultura, assim como à ciência e artes, etc. Naquela época, Portugal era uma moda no Japão, sobretudo na capital Quioto. Os japoneses adoptaram comidas portuguesas, algumas das quais são ainda hoje alimentação diária, e usam uma roupa interior do kimono, chama-se “jiban” (antigo gibão em português). Tal influência no sector de alimentação e vestuário significa a profunda penetração na vida de um povo, seja civilização verdadeira.

Como outro exemplo da influência cultural, ainda hoje existem na língua japonesa, muitas palavras de origem portuguesa. Além do mais, uma maneira nova de escrever a língua japonesa chamada de “Furigana” (ou seja, a legenda pelo alfabeto japonês) foi inventada pelos portugueses, que ainda hoje é empregue habitualmente. Acrescenta-se que cada vez mais é importante para os jovens que têm dificuldade de ler os caracteres chineses. Também foram os portugueses que escreveram as primeiras gramáticas (“Arte da Língua do Japão” composto pelo padre João Rodrigues, português da Companhia de Jesus, em 1604-08)  e os dicionários da língua japonesa (“Vocabulário de Língua Japonesa” composto pelos padres em 1603, que inclui 32800 palavras).  São valiosos documentos e por isso ainda hoje publicados para os estudos da língua).Há “História do Japão” escrita por Luis Fróis, que é um dos mais importantes textos para os estudos da história daquela época.

Hoje podemos obter a tradução em japonês de forma do livro em bolso com facilidade. Também contribuíram tantos do melhor da Europa daquela altura; no campo das ciências, tais como, medicina, geografia, astronomia, ciência náutica, ciência militar. No campo das artes, são das maneiras mais modernas da Europa ; assim como, pintura, música, arquitectura, tipografia, arte do chá etc.E não podemos deixar de tratar do urbanismo da cidade de Nagasaki que é famosa infelizmente pela sacrificadora da bomba atómica. Nagasaki é diferente de todas outras cidades japonesas, que os portugueses desenvolveram num lugar acidentado ao lado do mar, para facilitar a defesa, adoptando o sistema grego da Acrópoles e das cidades medievais.

Entretanto, essa extraordinária obra dos Portugueses que expliquei agora, já tem sido esquecida, até hoje em Portugal, ironicamente.Apesar dos grandes passos pelas trocas culturais entre os dois países, o Japão começou, contudo, por vários motivos,  por excluir o Cristianismo, chegado ao Japão através dos portugueses. Em 1614, foi instituída uma lei que proibia o Cristianismo, o que levou às piores relações entre Portugal e o Japão. Em 1639, o ‘Tokugawa Shogunate’ encerrou as portas aos países estrangeiros, à excepção dos Holandeses, levando ao corte das relações e trocas entre Portugal e o Japão. Em consequência disso, a obra gloriosa dos Portugueses tem sido esquecida na sua história há longo tempo.

Kazuaki Koseki

Os Portugueses e o Japão. Download de uma apresentação ilustrativa (4mb)

Download de uma apresentação sobre o Encontro Portugal/Japão

Objectivos:

A aprendizagem da língua e cultura japonesas (aquisição de competências básicas para a comunicação oral e escrita do quotidiano)

Programa:

1. Expressão oral:  língua no plano da vida quotidiana.

2. Expressão escrita:  caracteres de Romaji, Hiragana e Katakana.

3. Leitura:  pronúncia e o vocabulário essencial

4. Gramática: introdução básica

5. Cultura Japonesa: costumes, gestos, rituais, protocolos e algumas mostras culturais como origami, cinema, gastronomia etc.

Download de uma apresentação sobre o Japonês (Língua e Cultura) (500kb):

Hayao Miyazaki nasceu em Tóquio em 1941. Considerado um dos animadores e realizadores mais influentes do Japão, ele começou a sua carreira em 1963 como animador numa empresa de filme, e esteve envolvido em muitos dos primeiros clássicos da animação Japonesa. Desde o início que chamou a atenção com a sua incrível habilidade de desenho e as suas ideias infindáveis para filmes. Em 1978 realizou a sua primeira série para televisão, Conan, O Rapaz do Futuro, e em1979, para realizar o seu primeiro filme para cinema, o clássico Lupin III: O Castelo de Cagliostro.

HayaoMiyazaki

Em 1984, lançou Nausica of the Valley of Wind, baseado na banda desenhada (manga) com o mesmo título, que ele próprio tinha criado dois anos antes. O sucesso do filme levou à origem de um novo estúdio de animação. Todos os filmes obtiveram enorme sucesso no País. Em especial, Princesa Mononoke que conquistou o prémio para Melhor Filme da Academia de Artes do Japão e, mais recentemente, o vencedor de Urso de Ouro de Berlim e de Oscar para Melhor Filme de animação, A Viagem de Chihiro, que foi o maior êxito de sempre nas salas de cinema do Japão.

Ele é uma verdadeiro mestre na arte do anime, que está conquistar os públicos ocidentais com as suas narrativas imaginativas e personagens que fogem a estereótipos.

Download de uma apresentação sobre H. Miyazaki (2mb).

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Shinji Iwaoka

Licenciado em Letras pela Kanagawa University (Espanhol do Departamento de Relações Exteriores), com tese “Tempo em Espanhol” . Desde 2008 é professor de Lingua Japonesa no CAO (Centro de Artes Orientais).

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Hiroko Itami

Licenciou-se em Educação pela Universidade de Bunkyo. Frequentou o curso de língua e cultura portuguesa da Universidade de Lisboa. Atualmente dá cursos de Japonês no Instituto Superior Técnico, tendo já exercido a actividade na Faculdade de Ciências e Tecnologia. Trabalha para várias organizações, como tradutora e orientadora, em diversas acções turísticas e empresariais. Tem o 2º dan de “Kendo” no Japão. Pratica Shodo e toca piano.

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Hisako Simoni

Licenciada em literatura inglesa pela Universidade Shudo, em Hiroshima, no Japão. Também com a diploma de gestão hoteleira pela SSAT (Scuola Superiore Alberghiera e del Turismo) na Suiça. Trabalhou na área da tradução e interpretação em Inglaterra. Formou­se em ensino de língua japonesa para estrangeiros pela The World Japanese Language Centre na Austrália. Tem dado aulas no LanguageCraft, numa colaboração com o Instituto Superior Técnico e também na escola japonesa em lisboa para as crianças japonesas.

QUADROS COMPARATIVOS DOS DIFERENTES EXAMES E NÍVEIS DO CEFR

  • O Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR) comum de onde todos os sistemas de níveis de língua partem está aqui: http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/Cadre1_en.asp.
  • Cada língua tem um sistema de níveis adequado à sua aprendizagem por um falante nativo de Português. No caso do Japonês, o quadro de níveis é o seguinte (aplicável a partir de 2016-17):
  • Japonês A1.1
  • Japonês A1.2
  • Japonês A2.1
  • Japonês A2.2
  • Japonês B1.1
  • Japonês B1.2
  • Japonês B2.1
  • Japonês B2.2
  • Japonês C1.1
  • Japonês C1.2
  • Japonês C2.1